Investir em decoders mais inteligentes será chave para as operadoras em 2016

Já vivemos a era da Internet das Coisas. O IoT foi a grande tendência tecnológica do ano de 2015 e certamente continuará sendo em 2016.

Já vivemos a era da Internet das Coisas. O IoT foi a grande tendência tecnológica do ano de 2015 e certamente continuará sendo em 2016. Embora este conceito esteja cada vez mais presente em nossas vidas, as operadoras de TV por assinatura parecem não enxergar o potencial existentes nos set up boxes.

Com a evolução dos hardwares e conexões com a internet cada vez melhores, esses aparelhinhos já têm potencial para fazer muito mais pelos clientes do que fazem atualmente. Com softwares mais modernos e analíticos, as caixinhas podem avançar e muito na forma como interagem com os consumidores. E ao permitir que o cliente tenha um serviço melhor, interaja mais e consuma novos serviços, as operadoras também têm muito a ganhar com isso.

Um dos grandes avanços que deverão acontecer dizem respeito ao entendimento do comportamento do cliente, possibilitando à operadora oferecer mais serviços. Quem é que nunca pesquisou um canal ou determinado programa em sua TV e recebeu a seguinte mensagem: “esse canal não faz parte do seu pacote contratado”. Imagine que fantástico seria receber, naquele exato momento, uma oferta sob medida para assinar aquele canal ali mesmo, pelo controle remoto? Acredite, isso já é possível.

Em outro cenário, uma família que acaba de ter o primeiro filho passa a procurar, constantemente, por conteúdo infantil. Com o software adequado, as caixinhas também já são capazes de identificar esta mudança de comportamento e, mais uma vez, possibilitar que a operadora ofereça um ajuste, ou mesmo um novo pacote de canais.

Mas os ganhos não estarão apenas na interação. Ter um set top box mais inteligente também resultará em mais disponibilidade dos serviços. As caixas mais modernas já são capazes de receber atualizações de forma automática, ou mesmo reiniciarem sozinhas caso seja necessário.

Em caso de problemas técnicos, já existe tecnologia para que o próprio set top box avise o cliente, automaticamente, de que há um problema em sua região, ou até mesmo para que o usuário agende uma visita técnica sem ter que encostar no telefone – usando somente o controle remoto. Se para o cliente isso demonstra eficiência, para as operadoras representa menor sobrecarga nos SACs e, consequentemente, menores custos.

Para dar esse salto de qualidade, são necessários investimentos em softwares mais avançados para os decoders, que possibilitem que, no momento em que o cliente aperta um botão, todo o processo para a execução do que foi solicitado percorra os caminhos e as áreas necessárias dentro da operadora. Do billing à parte técnica e operacional, tudo tem que estar interligado.

O fato é que, em um ano que promete ser difícil economicamente, os set top boxes podem ser grandes aliados das operadoras para garantir a retenção, aumentar o ticket médio por cliente e, consequentemente, o faturamento.

*André Villar é gerente de produtos da Art IT (www.artit.com.br), especializada em soluções e serviços de TI.

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